"Hakuna Matata é uma frase em língua suaíli, que literalmente significa “não há problemas”, que chegando mais próximo da linguagem conotativa lusófona quer dizer “sem problemas”. Pode ainda ter uma conotação mais específica, significando também Carpe diem.
A frase ficou conhecida após o filme “O Rei Leão“, dita pelos personagens Timão e Pumba. Foi ranqueada em 98º lugar pelo American Film Institute na seleção das 100 melhores músicas de filmes.
Em 1994, a canção Hakuna Matata concorreu ao Oscar de melhor canção. Curiosamente, o Oscar daquele ano premiou outra canção do filme O Rei Leão: Can You Feel The Love Tonight." (*Fonte: Wikipédia)
Interessante também é podemos fazer um comparativo aceitável com o Epicurismo ou até mesmo o Cinismo. Pois trata-se de correntes filosóficas/ou filosofias de vida que pregam a boa vida sem preocupações e fuga dos sofrimentos.
Hakuna Matata para todos! Utilize-a na justa medida lembrando que a vida possui suas responsabilidades, mas apegar-se somente a elas é inocência da nossa parte. Com o tempo percebo que a vida é cheia de problemas. O que na verdade é um sintoma positivo não estamos parados, natural quando compreendemos a vida como possibilidades de escolhas… não somos infálíveis, temos o direito de acertar e errar… e depois começar novamente. A dificuldade começa com o apego demasiado aos problemas. Quantas vezes não saimos de determinada situação conflitante porque não conseguimos pensar além… ficamos presos neles, inertes. Hakuna Matata, talvez seja essa sabedoria que nos permite aceitar a vida como uma brincadeira de criança, deste jeito tudo fica mais leve.
Ainda em comemoração aos 50 anos e Brasília, coloco para vocês um pequeno documentário sobre a história da cidade. Se tiverem um tempinho, vale a pena.
O terremoto no Haiti, ocorrido em 12 de janeiro deste ano, com certeza nos deixou tristes. Quero relembrar o fato com uma outra visão: a dos repórteres Diego Escosteguy e Gilberto Tadday, da revista Veja.
Em um ensaio multimídio, eles nos levam a conhecer as ruínas que falam, em busca da alma haitiana. As imagens e edição são de Gilberto Tadday e o texto de Diego Escosteguy.
Hoje vamos cantar os parabéns para ela que faz 456 anos de idade. Tente adivinhar quem é: é o maior centro financeiro e mercantil da América Latina e a maior cidade do Brasil. Já sabe a resposta? Acho que sim. É São Paulo, uma cidade cosmopolita e a mais rica da América Latina.
Apesar de enfrentar os problemas comuns das metrópoles, São Paulo fascina pela sua grandeza física. E essa grandeza se reflete em tudo: altos prédios, um grande centro cultural e entretenimento, sua gastronomia variada e mais de 11 milhões de pessoas. Nossa, nem na minha época em Atenas tinha tanta gente assim!
Contando um pouco da história, a povoação de São Paulo de Piratininga surgiu, em 25 de janeiro de 1554, com a construção de um colégio jesuíta, por 12 padres, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Esse colégio tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região do Planalto de Piratininga, separados do litoral pela Serra do Mar, chamada pelos índios de "Serra de Paranapiacaba". O nome "São Paulo" foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme informa o padre José de Anchieta em carta aos seus superiores da Companhia de Jesus: “A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!”[Fonte: Wikipedia]
Hoje quero compartilhar com vocês um belo vídeo com uma linda mensagm que recebi. É de Walter Elias Disney, ou Walt Disney, como ficou conhecido. Ele foi um produtor cinematográfico, cineasta, diretor, roteirista, dublador, animador, empreendedor, filantropo e co-fundador da The Walt Disney Company. Tornou-se conhecido, nas décadas de 1920 e 1930, por seus personagens de desenho animado, como Mickey e Pato Donald. Ele também foi o criador do parque temático sediado nos Estados Unidos chamado Disneylândia. O seu lema de de vida sempre foi "Keep moving forward" (português - "Continue seguindo em frente"), o que mostra o grande e vencedor homem que foi, o que vocês poderão ver no vídeo abaixo.
Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno Da mão e me dou uma luva E se faço chover Com dois riscos Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta Cai num pedacinho Azul do papel Num instante imagino Uma linda gaivota A voar no céu...
Vai voando Contornando a imensa Curva Norte e Sul Vou com ela Viajando Havaí Pequim ou Istambul Pinto um barco a vela Branco navegando É tanto céu e mar Num beijo azul...
Entre as nuvens Vem surgindo um lindo Avião rosa e grená Tudo em volta colorindo Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está Partindo, sereno e lindo Se a gente quiser Ele vai pousar...
Numa folha qualquer Eu desenho um navio De partida Com alguns bons amigos Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra Eu consigo passar num segundo Giro um simples compasso E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha E caminhando chega no muro E ali logo em frente A esperar pela gente O futuro está...
E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Não tem tempo, nem piedade Nem tem hora de chegar Sem pedir licença Muda a nossa vida E depois convida A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe Conhecer ou ver o que virá O fim dela ninguém sabe Bem ao certo onde vai dar Vamos todos Numa linda passarela De uma aquarela Que um dia enfim Descolorirá...
Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo (Que descolorirá!) E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo (Que descolorirá!) Giro um simples compasso Num círculo eu faço O mundo (Que descolorirá!)...
Lembram da História de Harry? Bom, se não lembram, clique aqui para conhecer a história de um homem que sentia pequeno e vazio e que buscava um sentido para a sua vida.
E aí, viu? Bom agora, você pode conhecer a história de Mary, uma mulher que se sentia insatisfeita e incompleta e que também buscava um sentido para a sua vida.
É uma dovertida e engraçadíssima apresentação realizada pela Escola de Filosofia Nova Acrópole de Brasília (DF). Imperdível!!! Vamos nos divertir?
Viver a filosofia é muito divertido. Veja que legal essa aresentação teatral que narra a A história de um homem que sentia pequeno e vazio, buscava um sentido para a sua vida. Foi realizada na Sede Nacional da Nova Acrópole em Brasília - Escola de Filosofia à Maneira Clássica (www.acropole.org.br), durante a Feira de Filosofia, em novembro de 2007, em comemoração ao dia mundial da Filosofia. Texto e narração: Juliana Limeira, com Gustavo Lacombe e Pedro Paiva.
Hoje quero falar diretamente aos meus amigos brasileiros que receberam uma grande notícia de que receberão os Jogos Olímpicos em 2016, na cidade do Rio de Janeiro. O anúncio foi realizado na última sexta-feira (02/09), durante a 121ª Sessão do COI, que aconteceu em na capital da Dinamarca, Copenhaguen.
Que esse grande evento possa trazer grandes melhorias a essa belíssima cidade e que o espirito olímpico reine antes, durante e apos os Jogos.
Um vídeo bem legal de um campeonato de futebol disputadíssimo. Na final, nós, os filósofos gregos, enfrentamos os alemães. E adivinha quem fez o gol final? (hihihihi)
Adoro comerciais bem feitos, que passam mensagens simples atreladas aos seus produtos. Mesmo que não compremos nada, ficamos pensando e rindo sobre aquele filminho divertido que vimos. Durante um bom tempo os melhores eram os de sutiãs, que mostravam tudo de um jeito inocente, e falavam sobre crescimento. Hoje os comerciais de celular tem sido um exemplo de sensibilidade. Uma dica para quem gosta (e tem tempo de garimpar comerciais legais é o Youtube, que disponibiliza o comercial completo, coisa que dificilmente acontece na TV. Amantes da publicidade que não pensaram nisso antes podem se esbaldar. Para não dizerem que estou fazendo jabá (propaganda paga no blog - hihihihihi), vou colocar dois muito divertidos e de empresas concorrentes. Aí vamos nós:
Uma mais atual: "Dê um presente para o seu padrasto"
Vou deixar o vídeo falar por si só. São colocações muito inteligentes sobre o mundo em que vivemos hoje e bem diferentes do que eu vi na antiga Grécia, sobre alguns aspectos.
Estou preparando um material de astronomia para colocar aqui no blog para esquentar as discussões. Acho que o assunto vem em um momento propício, já que comemoramos os 40 anos da chegada do homem à Lua. Aproveitaremos para falar do Sol, de Mercúrio, de Venus, de Marte, e até da Terra, porque não? Cada um vale vários posts do blog.
Uma curiosidade: um amigo repórter viciado em tecnologia me disse uma vez que sabemos, por exemplo, mais sobre a Lua que sobre a Terra. E a mesma figura me alertou para o fato de que no nosso “telefone esperto” (Smartphone, hihihihi), há mais tecnologia empregada que na nave Apolo 13. Não é o máximo?
Para introduzir o assunto deixo aqui o vídeozinho da chegada do homem à lua restaurado pela NASA, e um texto que copiei do blog Casa das Mentiras, que nos dá a idéia de como somos pequenininhos inseridos nesse mundão enorme, cheio de estrelas e planetas que brilahm e voam a velocidades de deixar qualquer super-herói com inveja. É grande, mas vale a pena!
Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade!!!
"Um filósofo e uma artista plástica conversavam amigavelmente na Piazza Della Signoria, em Firenze, na Itália. Eram turistas e foram apresentados por amigos em comum em um coincidente encontro entre os grupos. Acabaram se vendo juntos, diante das estátuas greco-romanas da esplanada, enquanto falavam sobre a vida e sobre o que os motivava. Ele, de olhos verdes, jaqueta jeans, guia de visitas debaixo do braço, cabelos curtos, negros, com uma protuberante careca no cocuruto, brasileiro, estava mais empolgado. Ela, portuguesa, prima de um amigo do primo do cunhado do brasileiro, com cabelos loiros, olhos negros, mais baixa e mirrada, com casaco verde e blusa vermelha, de saia preta até o joelho e com frio nas pernas, ouvia mais, e se encantava com aquele terreno fértil que era a mente do homem que encontrara. Sentaram-se no café da praça para conversar, enquanto os grupos se dispersavam em direção à Ponte Vecchio. Ele discursava sobre o Universo.
- Pres’tenção... A velocidade média do som é de 340 metros por segundo, isto é, 1.224 quilômetros por hora.
- Sei...
- A da terra é de 108.720 quilômetros por hora, mais ou menos. O que quer dizer cerca de 88 vezes a velocidade do som.
- Ah! O Mach, não é isso? Caramba, seria Mach 88. Seria quebrar 88 vezes a barreira do som.
- É! E tem um caça, o Mikoyan-Gurevich, é o MiG-25, que vai a uma velocidade um pouco acima do Mach 3. Não sei se ainda é, mas já foi um dos mais rápidos...
- Deixa eu ver... Isso dá, eu acho, não sei se os cálculos estão certos, mas dá 3.672 quilômetros por hora, calculados em um guardanapo.
- Você fala português quase igual aos brasileiros.
- Eu morei lá um tempo. Em Brasília Dos cinco aos dez anos mais ou menos.
- Eu sou de São Paulo, mas morei em Brasília, e só nos trombamos na Piazza Della Signoria... Engraçado. Mas então, o caça mais veloz não chega nem perto da velocidade do movimento de translação da terra em torno do sol. E uma bala de fuzil, sei lá de que tipo, uma vez me disseram, sai da arma a aproximadamente 900 metros por segundo, o que deve dar, em quilômetros por hora o equivalente a 3240.
- Nossa! Quase a velocidade de um MiG...
- Mas não vemos a bala, e vemos o Mig, por causa do tamanho dele, assim como achamos que o Sol se desloca devagarzinho no céu, enquanto, na verdade, giramos bem rápido em torno dele. Agora imagine você, um objeto com massa equivalente a 6 sextilhões de toneladas a 108.720 e poucos quilômetros por hora por aí, passeando. Acho que se ele tivesse o tamanho de uma cadeira, por exemplo, não sei se conseguiríamos vê-lo. Uma esfera que pese 3 quilos, na velocidade de translação da terra se chocaria contra um muro com uma força de 542160 Newton, eu acho. Essa é a Terra navegando ao redor do Sol. E olha, seis sextilhões é um número seis seguido de 21 zeros! E a velocidade da Terra em metros por segundo é de 30.200.194.
- Cruzes! Quanto número... Mas pode continuar, estou acompanhando... Uma pêra com massa equivalente a 6 sextilhões de toneladas a 30.200.194 metros por segundo, uma velocidade que não conseguimos imaginar.
- Ainda não sei direito aonde vou chegar. Até porque essa conversa está viajando a uma velocidade muito alta.
- Concordo...
- Vamos mais longe então... A velocidade de rotação da Terra, medida na linha do Equador, é de 465 metros por segundo. E para entrarmos em órbita, precisamos alcançar uma velocidade de 28.000 Km/h, no meu ônibus espacial.
- No seu ônibus, sei...
- Muito mais rápido que um MiG ou que a bala de um fuzil, convenhamos.
- Certo.
- E a Lua realiza seu movimento de translação em torno da Terra a uma velocidade de 3600 km/h, e demora pouco mais de 27 dias para completar sua órbita ao redor do nosso planeta, sendo que o nosso diâmetro é de 12.756,2 quilômetros. Se nós fossemos o Sol da Lua, o ano seria bem curto, mais rápido que um mês para os terráqueos.
- Para os terráqueos...
- Do que você está rindo?
- Não estou caçoando, estou achando graça. É interessante isso tudo.
- É que me empolguei. Agora veja isso: um ano em Marte equivale mais ou menos a um ano e onze meses na terra, e lá, teríamos quase a metade de nossa idade.
- A metade da idade! Gostei!
- Mulheres... Você teria quanto, 12?
- É, mas seria do jeitinho que sou agora.
- E mais uma coisa, a luz viaja a uma velocidade de 300.000 quilômetros por segundo. Não faço idéia de quanto seja isso em quilômetros por hora, mas dá para ir à Lua várias vezes em pouquíssimo tempo, já que ela está a 384.400 quilômetros de distância. Dizem que é o que dirigimos em toda uma vida.
- Não brinca! Dá para viajar no tempo! Você olharia para trás e veria sua imagem olhando para trás. Seriamos energia pura. E a velocidade da luz em quilômetros por horas, vejamos... Pelos meus cálculos, seria 1.079.913.606,91 quilômetros por hora.
- Isso é o que viajamos em um vinte e quatro avos do dia. Somos energia pura. Somos partes condensadas de uma infinitamente espessa nuvem de átomos galácticos. E sequer temos noção disso. Existem mais espaços vazios entre os nossos átomos que espaço preenchido por eles em nossa massa e na de qualquer objeto. Sendo assim, por que diabos não atravessamos paredes?
- Ta legal, essa foi a cantada mais legal que já ouvi...
- Isso porque eu ainda não comecei a comparar esses números com os mitos e com essas fantásticas estátuas.
- Que lugar bonito, que cidade maravilhosa. Em pensar que isso tudo é um pozinho do universo.
- É solitário.
- É mas estamos juntos. Como dois corpos celestes de anos luz de diferença em suas origens, que se chocam energicamente.
- Mas na hora do choque, parece que você sofre uma influência gravitacional de algum planeta da consciência, e desvia...
- Mas ainda estamos sobre a influência de nossas órbitas. Talvez mais tarde..."
No Dia Internacional das Mulheres não há um "parabéns" igual ao do dia das mães, ou dos pais, ou das crianças. Essa data não é como esses outros dias.
Segundo o poeta Vitor Hugo, Deus construiu para o homem um trono, e para mulher, um altar. A cada dia 8 de março, as mulheres merecem um aceno respeitoso, uma reverência carinhosa e cerimonial, sinal de gratidão e respeito por serem quem são e como são.
E que todos os gestos a favor de vocês digam que todos os homens conscientes de nossa história sentem muito pelas atrocidades que foram e são cometidas contra a mulher que é mãe, irmã, amante e amiga dedicada sempre, e que todos iremos lutar unidos contra essas injustiças em cada gesto, desde o mais simbólico ao mais direto.
Que cada olhar-saudação lembre o máximo de pessoas que é preciso ser consciente e que o sexo não define o espírito. A alma não tem sexo. Somos todos iguais. Ninguém deve ser excluído ou escolhido por questões sexuais. Todos tem direito à gentileza, ao carinho e ao amor de um jeito particular e especial.
Quando um homem é gentil com uma mulher ele é mais humano. Quando a mulher permite a gentileza, não por carência, mas por valorização de si mesma, por dar a oportunidade a alguém de ser generoso, ela é mais humana, e ambos se completam. Ela não necessita da gentileza. Ela é independente. Ela apenas permite.
E por fim, que essa reverência seja mais forte e que sirva unicamente para exercitar a mesma reverência e mentalidade que devem se repetir todos os dias, não só de homem para mulher, mas de filho para mãe, de amigo para amiga, e de mulher para mulher, com qualquer um na rua, independente do credo, da classe social, da posição política ou da cor da pele.
Você gosta de quadrinhos? Uma obra delicada e bela, que acrescenta muito a quem gosta desse gênero artístico é Persépolis, da iraniana Marjane Strap.
Persépolis foi lançado por uma editora independente em 2001 e conta a história da própria Marjane, que foi educada em uma família de idealistas, que a ensinou a pensar por si só logo cedo, em um Irã que vivia em revolução. O povo derrubou o Xá (que governava o país até o final dos anos 70 com o apoio da Inglaterra), mas, em contrapartida, os fundamentalistas islâmicos tomaram o poder.
A revolução cultural separou meninos e meninas nas escolas, fechou os colégios laicos e bilíngues, e estipulou severas normas de conduta social, que previam prisões e tortura para quem fosse pego namorando na rua, por exemplo. Em seguida, o país entrou em guerra contra o Iraque e foi massacrado.
Marjane completou 14 anos em meio a essa dura realidade, e seus pais a enviaram para a Áustria, onde sofreu um terrível dilema de personalidade. Estava longe da guerra, era verdade, mas também estava longe de seu lar e começava a esquecer quem era. Essa dicotomia vivida por Marjane mostra um modo claro e sem preconceitos as diferenças culturais entre o Oriente Médio e o Ocidente, e os radicalismos e futilidades que existem tanto de um lado quanto de outro.
O fundamentalismo do governo xiita do Irã provocou, com o tempo, o que a escritora chama de esquizofrenia social. Na rua, as pessoas se comportavam como as duras leis exigiam: com véus, homens e mulheres distantes uns dos outros; e em casa, às escuras, com uma vida “normal”, com festas, namoros e estudos livres de arte, política, filosofia e muitos outros temas proibidos em escolas e faculdades.
O relato é um exemplo de como o espírito humano busca o conhecimento e não pode ser detido. Além do livro em quadrinhos, com uma narrativa deliciosa e surpreendente, que emociona a cada capítulo, há também o filme, muito fiel à revista, que foi lançado em 2007 e chega neste mês em DVD nas lojas e locadoras do Brasil. É um ótimo lazer para quem gosta de aprender enquanto se diverte. Vale à pena experimentar.