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15 de julho de 2010

A filosofia ontem e hoje



Por Delia Steinberg Guzmán

Co-diretora Internacional da Escola de

Filosofia Nova Acrópole


A filosofia tem sido representada muitas vezes pela imagem de uma mulher mais ou menos séria, altiva e bonita que gera ao seu redor sentimentos desencontrados: de atração e dificuldade, de anseio e admiração, desejo e recusa.


Talvez a culpa não seja de seu porte digno, nem de sua roupa, mas sim do texto que, às vezes, leva na mão, ao que muitos tacham de incompreensível ou inútil, por não responder às suas necessidades imediatas ou ao programa de vida diário. Tudo isso responde à realidade da Filosofia Antiga, ou é uma deformação gerada pela longa viagem que sua imagem realizou no tempo?


Perguntemo-nos: gostaríamos de ser feliz, não ter carências, ser fortes na adversidade, ser livres e bons? Gostaríamos de ter uma vida plena e perfeita, viver divinamente?


Pois tudo isso e muito mais são dons da sabedoria e a Filosofia é o amor à Sabedoria.


Acabamos de descobrir a pólvora mais uma vez, sabemos o que procuramos, mas a questão é: sabemos como encontrar? Porque desejar não é difícil, o difícil é encontrar, e será tão mais difícil se não colocarmos os meios, se não formos responsáveis com nossos desejos mais íntimos. O absurdo ou paradoxo humano mais freqüente é procurar algo e caminhar na direção contrária, assim é como nos perdermos, nos sentimos longe da meta, desorientados e sós.


E ainda nos perguntamos: essa sabedora ou vida perfeita e plena, está fora de nós? É algo que podemos conseguir? Não, não é possível! O fim mais nobre da vida não pode depender das circunstâncias, tem que depender de nós mesmos. Ao não poder controlar as circunstâncias nem os outros estaríamos nas mãos de nossa namorada, marido, pais, amigos, instituições, forças da natureza... O mundo teria que ser a nossa medida, e não, não é!


Ortega dizia (e muitos o escutaram): "Eu sou eu e minhas circunstâncias."


Façamos um simples esquema:


Circunstâncias ------- Eu

Dependência --------- Autonomia

Escravidão ----------- Liberdade

Sofrimento ---------- Felicidade

Mal ------------------- Bem

Ignorância ----------- Sabedoria


Caminho Filosófico


A Filosofia é o caminho que leva das circunstâncias ao Eu mesmo, da Ignorância à Sabedoria. Não é um instrumento, pois nasce no coração humano, não é exterior ao filósofo, é Amor (ou um desejo muito forte) que nasce no filósofo, não vem de fora, nem de Platão, nem de Sócrates, ou de Aristóteles, eles são somente um exemplo, algo que pode estimular-nos. A filosofia de cada um é seu Amor à perfeição da vida que é a Sabedoria. A Sabedoria está no Universo, mas nasce e se expressa no Sábio como um modelo, que pode ser seguido, mas não transferido.


A ignorância, entretanto, nasce de mim, da minha falta de Eu, de minha falta de ser. Logo, Como me aproximo da Sabedoria? Transformando-me pelo caminho do Amor à Sabedoria, pelo caminho da Filosofia. O instrumento sou eu, e me transformo servindo ao Amor, servindo à Filosofia. Aproximarmo-nos da Filosofia é aproximarmo-nos de nosso coração, de nossos desejos mais profundos, para a verdadeira meta da Vida. Nosso problema é, sobretudo, de atitude, de disposição equivocada e, também da falsa imagem do que é Filosofia.

5 de fevereiro de 2010

Para os inquietos

Por Mariana
Retirado de seu blog palerms.zip.net


Quando penso em filosofia e quando as circunstâncias me permitem falar dela, gosto de pensar em dois filósofos: o primeiro que foi o criador do nome filosofia; o segundo, aquele que é considerado o disseminador dela para toda a humanidade ocidental.


Penso, então, em Pitágoras e Sócrates. Ambos, ao praticarem (sim, praticavam, ao invés de ficarem entre quatro paredes falando de trás de um palanque) filosofia, portavam-se de uma virtude em particular: a humildade.


Pitágoras, por exemplo, inaugurou o termo filosofia na seguinte situação: seus discípulos, não se contentando em chamá-lo apenas de mestre, resolveram chamá-lo de sábio. Pitágoras, então, corrigiu-os, dizendo que não era sábio, mas um amante, um buscador da sabedoria: em grego, um filósofo.


Sócrates eternizou-se com o seguinte postulado: “só sei que nada sei”.


Portanto, caros, o que compõe o verdadeiro significado da filosofia é a busca pelo saber, sem partir do pressuposto de que sabemos algo. Daí, tentar aprender com tudo e todos, para não perder a oportunidade de sair de um segundo para o outro menos ignorante*.


Entendo que é quase inevitavel o comodismo de aceitar conceitos impostos e imortalizados por professores e pela TV. E entendo que os tapas da educação em série das massas ainda ardam em nossos rostos. E por saber que recebemos esses tapas desde antes de formar-mos uma consciência sóbria tenho compaixão por aqueles que chamam de filósofos o ébrio, o carregador de diploma, o poliglota, ou simplemente o homem de óculos no banco da praça.


Entendo que a decadência de valores e de autocontrole de nós mesmos e do curso de nossos pensamentos nos levou a crer que, o que hoje desune os homens se chama Religião, o que expressa o feio e podre se chama Arte, aqueles que compões melodias para o dadaísmo são Músicos, e menores impúberes com cabelos rebeldes fazem Rock.


Contudo, uma vez que conhecemos o verdadeiro e puro conceito de Filosofia, que tem a ver com o resgate de valores e virtudes. Que tem a ver com inquietação ante os esquemas armados sobre como viver e morrer dentro de caixotes. Que tem a ver com buscar a mudança que queremos primeiro em nós, depois ao redor. Que tem a ver com fazerd a vida a aventura de quem não sabe o que está no passo seguinte mas que deseja chegar ao desconhecido com os próprios passos...


Ah... quando conhecemos esse significado simplório e que tanto perde encanto na minha falta de destreza ao escrevê-lo, usar o nome da Filosofia para adjetivar homens e mulheres cômodos, que em sua ignorância dizem saber tudo enquanto lixam as unhas, torna-se um ato de covardia e desrespeito.


Portanto, deixo aqui a oportunidade de possuirem uma outra alternativa a respeito do que é Filosofia.


Oportunidade que recai primeiro sobre mim mesma – que tenho certo compromisso pelo que escrevo – e para leitores que por desventura ainda pensam saber algo enquanto não sabem sequer por onde começar a praticar o que sabem.


Oportunidade de tirarem das vistas um pouco da lama colocada pela informação manipulativa e meios que tanto contribuiram para o atrofiamento de nossos pensamentos sobre tudo.


Filosofia, assim como a Poesia, não é a tradução de vesos soltos sobre torradeiras e pesadelos. Não é o cultivo de pêlos no rosto. Assim como a Arte, não é a lata de tinta que por acidente forma uma imagem. É a explicação sobre a essência humana, sobre o verdadeiro rosto de seus sentimentos e de suas marcas na História. Sobre o que se passa conosco, com a natureza e com o Universo.


Explicação que talvez nunca nos dê o conhecimento pleno, mas que engendra uma trilha de buscas e passos que por vezes tropeçarão, mas que tropeçarão por caminharem segundo seu próprio discenimento e consciência.


Tropeços que são mais dignos e preferíveis do que uma vida de passos retilíneos e firmes que assim o são porque andam presos a fios e correntes enlaçados em seus pés; fios e correntes guiados por mãos de rostos ocultos.


*Ignorância: segundo Platão, em “As Leis”: “amar o que é injusto e odiar o que é justo”.

6 de janeiro de 2010

Para um mundo melhor


Vejam que legal essa tirinha criada por alunos voluntários da Escola de Filosofia Nova Acrópole (www.acropole.org.br). Bem divertido e mostra bem a finalidade de se estudar Filosofia.

Clique na imagem para visualizá-la melhor.

1 de dezembro de 2009

A construção de nós mesmos

Por Lúcia Helena Galvão
Diretora e professora voluntária da
Escola de Filosofia Nova Acrópole Lago Norte-DF

A cultura em que vivemos gerou alguns desajustes na formação do homem. Um dos elementos é que o privou de olhar para dentro de si mesmo e perguntar-se acerca de quem ele de fato é, o que sente, o que quer para sua vida, o que lhe traz verdadeira felicidade, qual é o sentido de sua vida. Não há, enfim, um convite à reflexão e construção da própria identidade; pelo contrário, há, por todos os lados, vias para distrair-se, fugir e esconder-se permanentemente de si mesmo.

Porém, o homem é predestinado a conhecer-se e a construir-se, e não tem cumprido essa missão.

Para os antigos gregos, seria necessário estabelecer um diálogo com a Alma, ou seja, descobrir o que nos faz trair a nós mesmos quando não cumprimos com o que havíamos decidido ser e fazer; é preciso visualizar com clareza aonde queremos chegar, como queremos nosso futuro. Vida sem encontro consigo mesmo não é vida, é embalagem vazia, mera fachada. Somos, na realidade, embalagens de um ser superior, nossa própria essência e identidade.

E como encontrar esse verdadeiro eu?

Algumas sugestões seriam: estabelecer aonde queremos chegar com nossas vidas, refletir sobre nossas ações diárias, perguntar-nos se temos sido um fator de soma para nós mesmos e para o mundo à nossa volta, tomar as rédeas de nossas ações, ou seja, determinar o que queremos mudar em nós mesmos e começar imediatamente. O fim de um ano, de um ciclo, é sempre um convite a refletir e a renovar-se, a renascer; o resultado de nossas vidas dependerá de quantos convites da vida fomos capazes de rejeitar ou aceitar.

19 de novembro de 2009

Dia Internacional da Filosofia

Oi, pessoal!

Hoje é um dia muito especial para mim. Sabem por quê? Porque hoje é o Dia Internacional da Filosofia. É isso mesmo, desde 2002, a Unesco estabeleceu que a terceira quinta-feira do mÊs de novembro fosse o dia de homenagear o “amor pela sabedoria”. É uma boa oportunidade para entendermos melhor o que é a Filosofia, não é mesmo?

Ser filósofo não significa saber as mil definições do ser, que fizeram todos os "profissionais da filosofia", nem conhecer as que os catedráticos elaboraram sobre a realidade ou irrealidade do objeto. Ser filósofo, como a própria palavra indica, consiste em amar a sabedoria. O homem adquire conhecimentos médicos ou sociológicos, mas é filósofo por natureza, como por natureza é músico ou poeta. Há alguns que são filósofos em embrião, mas há sempre uma real potência e algum pequeno ato filosófico. Pouco importa a raça, o credo etc. a que pertence um indivíduo, pois se ele começa a despertar interiormente, essas denominações de sua aparência externa se desvalorizam face ao desenvolvimento dos seus valores internos, que estão para além de todas as fronteiras e barreiras. A filosofia é uma música que se faz com a alma, é a dimensão insonora do invisível, transpõe as barreiras artificiais e une naturalmente todos, sem exceção.

Parabéns a todos nós, que já somos filósofos!

4 de novembro de 2009

O materialismo espiritual


Por Fernand Schwartz

As pessoas costumam começar um trabalho espiritual com idéias pré-concebidas sobre o que irão aprender. Embora as aspirações de cada um, ao chegar à Nova Acrópole, sejam sinceras, trazem consigo uma boa dose de confusão, incompreensão e de esperanças.

A evolução correta, no caminho espiritual, é penosa e sutil. Podemos nos iludir acreditando que estamos evoluindo espiritualmente, quando, na realidade, estamos apenas utilizando técnicas espirituais para reforçar o ego. Chamamos a isso: “materialismo espiritual”, que só faz reforçar a nossa materialidade.

O materialismo não é somente crer na matéria. Se fosse apenas isso, não seria difícil desfazer o problema, porém, o materialismo esconde-se sob as mais diversas formas, prejudicando o desenvolvimento do Ser interior, impedindo-o de transcender. Produzimos auto-ilusões que ocultam o que somos, mas agradam ao ego, do tipo: “Eu sou bom” ou “- Oh! como eu sofro! e que são exemplos de máscaras que usamos em sociedade para sermos aceitos.

A alma, desconhecendo-se, tem medo. Quer as garantias do já conhecido. Não quer surpresas, com as quais talvez não saiba lidar, preferindo o que lhe é familiar. É o engano no qual todos nós caímos: queremos nos assegurar, de antemão, do êxito, qualquer que seja o ensinamento que estamos buscando, e ao fazermos isso, caímos no reducionismo ideológico e transformamos a doutrina em utopia, mesmo a mais espiritual.

Quando se quer criar uma fraternidade, para trabalhar com uma determinada quantidade de pessoas, este é o trabalho essencial: somos obrigados a ir além desses disfarces, além dessas auto-ilusões, porque, se não for assim, as relações estabelecidas com os demais nunca serão verdadeiras. Se forem baseadas nas aparências, estarão distantes de tudo o que é verdadeiro e o Eu necessita de coisas similares para consolidar-se, para tornar-se forte.

As ideologias burguesas, que surgiram quando o sistema tradicional da sociedade foi destruído, são materialistas, em qualquer parte do mundo onde estejam sendo seguidas e são ideologias reducionistas, que necessitam de formas muito restritas: “Faça isto ou aquilo”, “não saia às tantas horas” etc.

O ego, necessitando sentir-se seguro, lança mão de qualquer ferramenta ao seu alcance, seja religiosa, espiritual ou científica, contanto que lhe preencha a carência. Essa mentalidade, que procura fazer apenas o que é socialmente correto, não ama o risco nem o sacrifício.

A evolução desse tipo de cultura nos últimos séculos - a do pequeno eu auto-ilusório - engendrou a civilização na qual vivemos e provocou as dificuldades que todos temos para sair da auto-ilusão e ir mais longe, na busca espiritual verdadeira.

Na literatura, encontramos pouquíssimos textos que falem em desapego e combate interior. O que oferecem são receitas supostamente mágicas, para o caminho da felicidade, caminho esse que o homem vem procurando desde tempos imemoriais, navegando sempre na superficialidade, pois é muito árdua a viagem ao seu Ser interior.

O ego é vencedor no século XXI, pois está possuído pela filosofia burguesa que neutraliza o enfrentamento com a realidade.

Será possível, para o homem moderno, levar a cabo uma transformação consciente, apesar da humanidade nunca ter estado tão desequilibrada como hoje?

O dever do filósofo é desembaraçar o caminho do que se interpõe entre a luz e nós.


7 de outubro de 2009

Epícteto


Olá, amigos!

Vocês já ouviram falar em Epícteto? Não????? Bom, ele é um grande filósofo, mas não é tão conhecido.

Nascido escravo na década de 50 d.C., na cidade de Hierápolis, Frígia (atual Turquia), foi um dos principais filósofos do estoicismo.

Consta que recebia maus tratos de seu senhor, Epafrodito, e que um dia este lhe quebrou uma das pernas para passar o tempo. Mas Epícteto não se revoltou com a condição de escravo. Dizia que em qualquer situação há várias possibilidades de crescimento. E que se desejarmos paz, a aceitação dos acontecimentos na ordem em que eles ocorrem é fundamental.


De acordo com o filósofo, entende-se por aceitar os acontecimentos uma atitude ativa, com a consciência de que, ao vivenciá-los, as ações empregadas sejam harmonizadas com a natureza, com o divino. Indiferença e inércia são egoísmos que não tem relação com a tolerância (estoicamente, sem perturbação) diante desses acontecimentos.


Para Epícteto as coisas pertencem a duas categorias: as que dependem de nós, e as que não dependem de nós.
Sob o nosso controle está o que podemos influenciar diretamente, o que está naturalmente à nossa disposição sem restrições, como o nosso bem e mal, nossas opiniões e aspirações. Fora do nosso controle está o que é circunstancial, por exemplo, as honras, a forma do corpo, a maneira como os outros nos vêem e as riquezas. Não se sabe ao certo o motivo nem a data de sua alforria.

Em 93 foi exilado, junto com outros filósofos residentes em Roma, pelo imperador Domiciniano. Nicópolis, noroeste da Grécia, foi seu destino. Lá morou numa pequena cabana e abriu uma escola de filosofia, onde lecionou até o final de sua vida.
Como Epícteto não deixou nenhum escrito, o que se sabe a respeito dele e de seus ensinamentos é responsabilidade de Flávio Arriano, um de seus alunos, que compilou as aulas do mestre em Discursos e Manual.

Foi um filósofo que não apenas proferiu belas e eloqüentes palestras. Pelo contrário, não apreciava o discurso pelo discurso e viveu de acordo com o que ensinava.
Pensadores da arte de viver como Rousseau, Nietzsche, Spinoza e Marco Aurélio foram influenciados por seus ensinamentos. Epícteto morreu por volta de 135 d.C, em Nicópolis.

Um detalhe: para os estóicos, a filosofia é menos exercício intelectual do que modo de vida.


Legal, ele, né? Quem sabe não consigo uma entrevista com ele um dia...


Aproveite para ler frases desse grande filósofo amanhã.

16 de setembro de 2009

Curso de Filosofia Prática


Olá, queridos amigos filósofos!

Uma dia super legal para estudar Filosofia: é o Curso de Filosofia Prática, da escola Nova Acrópole. Na filial de Taguatinga (DF), o curso começa amanhã, 17/09), mas vocês podem conferir a programação em outras mais de 70 filiais espalhadas pelo Brasil no site www.acropole.org.br.

Vejam o conteúdo do curso:


  • Filosofia natural: arte de viver;
  • O ser humano e o cosmos. Os 7 princípios da natureza;
  • A sabedoria da antiga Índia: dharma e karma. O simbolismo do Bhagavad Gîtâ;
  • Os ensinamentos do Tibete: ‘A voz do silêncio’, um encontro com a Alma;
  • Os ensinamentos de Buda: a superação da dor e o caminho do meio;
  • A sabedoria chinesa: Confúcio e a conquista da harmonia;
  • Egito: sentido da vida. As máximas de Ptahotep e Ani;
  • A Grécia e os grandes filósofos. Platão: justiça e liberdade;
  • O mito da caverna. Aristóteles: os valores éticos e a busca da felicidade;
  • Roma e os filósofos estóicos: Epíteto, Sêneca e Marco Aurélio;
  • A escola neoplatônica. Plotino e a busca da Unidade;
  • O ser humano e a sociedade. Valores universais sobre a organização social;
  • A educação e a convivência;
  • O ser humano e a História. Antiguidade da humanidade.
  • A Mitologia e a História.

9 de setembro de 2009

O que querem os jovens?

Caros amigos,

A Escola de Filosofia Nova Acrópole publicou neste ano um livrinho chamado "O que querem os jovens?". O tema é muito interessante, e o livrinho expressa de forma simples e direta ideias fundamentais para entender o que é essa etapa da vida humana, que é a juventude.

Hoje, reproduzo para vocês um trecho do livrinho para que fiquem com um gostinho de "quero mais". E quem quiser adquirir um exemplar do livrinho, que custa apenas R$3,00, basta procurar uma filial da Escola de Filosofia Nova Acrópole mais próxima. Só conferir o endereço no site www.acropole.org.br.



O QUE QUEREM OS JOVENS?
Por Delia Steinberg Guzmán


Não é fácil definir a juventude. Ainda que busquemos muito, os diversos autores, ao longo do tempo, não entraram em acordo quanto a uma definição exata. A juventude é tão rica e tão ampla em matizes, é tão plástica e tão extraordinária que não encontramos uma maneira objetiva, concreta e sintética de defini-la.

Como filósofos, temos uma fé enorme na juventude e uma grande esperança neste mundo futuro do qual tantas vezes falamos e tantas coisas dizemos. No fundo, nenhum de nós deixou de ser jovem, tampouco deixou, por uma razão ou outra, de ter algumas angústias, mais ou menos juvenis, porém que têm sua raiz nos mesmos problemas e em semelhantes circunstâncias.

Em linhas gerais, para definir a juventude deveríamos aceitar o que dizem alguns: é um estado intermediário entre a infância e a maturidade. Efetivamente, é um estado intermediário, porém não único, nem definitivo, mas sim muito especial, porque sai da chamada "doce inocência da infância" para entrar em um despertar repentino e imediato às próprias realidades interiores, emocionais, intelectuais, físicas e psicológicas, que, por muito naturais que sejam, não deixam de causar forte impacto na personalidade do jovem.

Ao falar de juventude, não podemos nos referir única e exclusivamente a essas mudanças físicas que se produzem e assinalam a passagem da infância à adolescência, mas temos que nos referir também a outras mudanças concomitantes, psicológicas e mentais, muito profundas. Fazendo eco de velhas doutrinas tradicionais e esotéricas, temos que pensar também que a mudança na juventude vai ainda além, e que não só se despertam a psique e a mente, mas que reaparece o próprio Eu, esse Ego Superior adormecido que vem do fundo dos tempos e que necessita de um momento especial na vida para despertar e se manifestar.

Não concordamos com aqueles que dizem que a juventude começa com a puberdade, com a maturidade sexual. Tampouco podemos dizer que a juventude termina quando aparece a maturidade e o ser humano já é adulto. Se assim fosse, deveríamos nos perguntar sobre quando começa essa maturidade. Ou será que a juventude se prolonga muito mais, não já em seus aspectos positivos, mas justamente nos negativos, como falta de maturidade para saber o que se quer?

Vemos que não podemos colocar limites. A riqueza humana é infinita, as expressões da evolução humana são infinitas, e não podemos nos ater a definições estritas.

A juventude tem algo de novo nascimento. É como voltar a nascer, mesmo já dentro de um corpo físico que se expressa material e concretamente. A juventude tem algo de abrir os olhos a uma nova forma de vida e carrega toda a angústia que supõe precisamente isto: o ter que enfrentar uma nova forma de vida.

É como se nascêssemos, mas desta vez sozinhos, absolutamente sós, porque sentimos que sozinhos vamos ter que resolver toda a angústia deste novo nascimento.
Como todo novo estado, esta nova juventude, para a qual se acaba de nascer, se apresenta instável, insegura e intranquila. O jovem necessita se garantir e não encontra como fazê-lo. E esse é o porquê da angústia à qual queremos nos referir.

Podemos enfocar essa angústia por dois pontos de vista. Há uma angústia normal e lógica, própria do crescimento, do desenvolvimento deste ser humano que volta a nascer quando deixa de ser criança, incluindo-se nela todos os processos abrangidos pela psicologia tradicional. Outro aspecto que nos interessa enormemente é a outra angústia, a que não é tão natural e própria da juventude, a que se soma a nosso mundo circundante com todos os seus problemas e que é menos natural e mais angustiante para a personalidade do jovem. Comecemos pela primeira.

Continue a leitura no livrinho...

25 de agosto de 2009

As origens da filosofia

Pintura "A escola de Atenas", de Rafael.

Olá, caros amigos!

Hoje venho escrever para vocês sobre algumas perguntas que me fazem bastante sobre a filosofia: quando começou a existir a filosofia, de onde veio esse nome, quem foram os primeiros filósofos e assim por diante...

Bom, vou expressar um pouco da história começando explicando que a filosofia já existia mesmo antes do surgimento de seu nome.

Por Zeus, como assim?

Na verdade, o termo filosofia vai surgir na Antiga Grécia, mas a busca do homem pelo conhecimento e pela verdade é muito mais antiga do que se pensa. Desde quando o ser humano se perguntou “Quem sou eu, de onde venho e para onde vou?”, ele já estava praticando a filosofia, ou seja, já buscava respostas. Essa é uma característica marcante no filósofo: a busca por respostas.

Essa busca por respostas ultrapassou o tempo. Foram milhares e milhares de anos até que chegamos a uma personalidade da filosofia chamada Pitágoras.

Ihhh!!!! Acho que assustei a alguns de vocês, né? Não? Deixe-me relembrá-los (hihihihi): a soma do quadro dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. E agora?

Bom, Pitágoras e seus discípulos eram excelentes matemáticos. Acreditavam que compreendendo a lógica da aritmética, compreenderiam a lógica do universo e a lógica da vida. E não era só isso. Fala-se que os eles possuíam uma moral tão impecável que, ao andar narua, eram reconhecidos por sua forma de andar, vestir-se, tratar as pessoas e falar. E não de uma forma, como eu posso dizer para os dias atuais... já sei, uma forma burguesa, no sentido em dar valor ao formalismo. Não eram formalistas, mas possuíam uma forma, baseada na própria lógica do universo.

E alguém que pensasse como os pitagóricos pensavam , ou se comportasse como eles era até considerado sábio. , ao ser questionado Pitágoras de que se ele se considerava um sábio, ou em grego sophos, ele respondeu que não, mas era um philos-sophos, ou seja um amante da sabedoria. Pronto, está aí o surgimento da palavra Filosofia, que vem do grego philos (amigo, amante) + Sophia (sabedoria). O filósofo é aquele que ama a sabedoria, e, por amá-la, busca-a em tudo na vida. Em tudo mesmo, pois assim era a escola de Pitágoras, uma escola em que se estudava matemática, astronomia, arte, ginástica, dialética e tudo mais que era possível trazer a sabedoria para o homem. E assim foi também as várias escolas de filosofia que vieram posteriormente na Grécia Antiga e também assim era antes, em civilizações mais antigas como o Egito, a Índia, a Mesopotâmia e a China. Legal, né?

E é isso que é a Filosofia: essa busca constante por respostas e pela verdade, tudo isso por meio da ação, do sentimento e do pensamento, todos estes em conjunto.

Um abraço e até a próxima!

18 de agosto de 2009

O sentido prático da Filosofia

Clique na imagem para vê-la maior

Caros amigos,

Mais uma dica maneira! (Tô ficando velho mesmo... acho que essa expressão nem é tão usada mais... hihihi). Bom, mais uma vez a Escola de Filosofia Nova Acrópole de Taguatinga-DF abre uma turma para o curso de Filosofia Prática. Será nesta quarta-feira, dia 19/08, às 20h.

No Brasil todo são mais de 70 escolas. Se quiser saber como está a programação de cada uma, você pode visitar o site www.acropole.org.br.

E para entender um pouco mais o sentido prático da Filosofia, que meus amigos e eu da Grécia Clássica falávamos e conversávamos basntante na Ágora, encontrei um teto muito interessante que compartilho com vocês.


Razões para gostar de Filosofia
Por Beatriz Diez Canseco
Diretora Internacional de Nova Acrópole


A primeira razão se baseia no próprio significado da palavra Filosofia, que significa Amor à Sabedoria. Filos é amor, amizade. Sophia é sabedoria. Filos + Sophos: o amante da sabedoria. Então, o filósofo é um “apaixonado”.

Mas a verdadeira sabedoria, o verdadeiro conhecimento é aquele que usamos na nossa vida. O filósofo é aquele que ama a sabedoria e, portanto, vive, aplica o que aprende, usa na vida diária. Por isso, o chamam de “apaixonado”.

O que nos leva a esse conhecimento? em primeiro lugar, conhecermos a nós mesmos: quem sou? como sou verdadeiramente? como são as minhas emoções? por que ajo dessa maneira? Geralmente, conhecemos a nós mesmos de um modo superficial ou de acordo com aquilo que nossos pais e amigos dizem sobre nós.

Por que não queremos nos conhecer? porque temos medo de descobrir que não somos como gostaríamos de ser. Quando a vida nos atinge e nos mostra que não somos como imaginávamos, surge a decepção, a frustração e o desencanto. Se o importante é sermos um ser humano melhor, desenvolvendo a inteligência, a vontade e outros valores e virtudes, por que não fazemos isso? por que ficar fingindo que sou alguém, se realmente posso chegar a sê-lo? por que fingir que sou bom, se posso mesmo chegar a sê-lo? por que fingir que tenho caráter, se posso chegar a tê-lo? por que fingir que possuo conhecimentos, se posso tê-los? enfim, por que só pensar, se posso também viver?

A filosofia nos dá ferramentas para chegarmos a ser aquilo que queremos e sonhamos.

4 de agosto de 2009

Curso de Filosofia Prática

Clique na imagem para vê-la maior.


Amigos,


Não percam mais essa oportunidade de estudar Filosofia! O curso oferecido pela Escola de Filosofia Nova Acrópole é muito bom. Confiram o programa do curso:

  • Filosofia natural: arte de viver;
  • O ser humano e o cosmos. Os 7 princípios da natureza;
  • A sabedoria da antiga Índia: dharma e karma. O simbolismo do Bhagavad Gîtâ;
  • Os ensinamentos do Tibete: ‘A voz do silêncio’, um encontro com a Alma;
  • Os ensinamentos de Buda: a superação da dor e o caminho do meio;
  • A sabedoria chinesa: Confúcio e a conquista da harmonia;
  • Egito: sentido da vida. As máximas de Ptahotep e Ani;
  • A Grécia e os grandes filósofos. Platão: justiça e liberdade;
  • O mito da caverna. Aristóteles: os valores éticos e a busca da felicidade;
  • Roma e os filósofos estóicos: Epíteto, Sêneca e Marco Aurélio;
  • A escola neoplatônica. Plotino e a busca da Unidade;
  • O ser humano e a sociedade. Valores universais sobre a organização social;
  • A educação e a convivência;
  • O ser humano e a História. Antiguidade da humanidade.
  • A Mitologia e a História.

7 de junho de 2009

As sombras da vida


Queridos amigos!

Como estão? Hoje quero lhes apresentar uma pequena história. Na verdade, uma representação do Mito da Caverna que meu discípulo Platão descreveu muito bem em sua obra "A República".

Já faz um bom tempo, mas lembro-me bem que eu mesmo falava a ele sobre o "mundo das ideias" e ele soube muito bem passar o ensinamento adiante. É um "menino de ouro".

Bom, antes é bom eu explicar o que é um mito para você, pois hoje se associa mito a mentira. Na verdade, um mito uma narrativa tradicional com caráter explicativo e simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura. O mito procura explicar os principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do Homem, tudo por meio de símbolos.

Um mito esconde uma realidade e mosta o sentido da existência de tudo. E para entender um mito, temos que ter uma compreensão simbólica da vida e não simplesmente quer entendê-lo de forma racional.

Bom, nos dias que se seguirem, vou falar mais sobre os mitos e o seu estudo - a mitologia. Por hoje, fiquem com uma forma animada sobre o "Mito da caverna", feita por meu amigo Maurício de Sousa, para que já possam refletir sobre todo o simbolismo que há por trás.

Aproveitem bem e até a próxima!

Para ler melhor, vá clicando em cada imagem.




























































































20 de maio de 2009

Filosofia é essencial...

Olá, pessoal! Eu sempre soube que a Filosofia é essencial. Veja abaixo o porquê.

Clique na imagem pra vê-la ampliada.

28 de abril de 2009

Em busca de si mesmo

Olá!

Como vão vocês? Quanto tempo, não é mesmo?

Bom, mus amigos, hoje quero só falar do Curso de Filosofia à Maneira Clássica da Escola de Filosofia Nova Acrópole de Taguatinga que está iniciando hoje e amanhã. É uma grande oportunidade de conhecer mais sobre como meus amigos filósofos entendiam o mundo, de uma forma prática e agradável. Confirma abaixo programa do curso.

Grande abraço!


Clique na imagem acima para vê-la ampliada.

15 de abril de 2009

Educação informativa ou formativa?

Olá, pessoal!

Meu discípulo Platão sempre falava: "A melhor educação é o exemplo". E eu devo concordar com ele. Mas parece que nos tempos atuais não é assim...

Se olharmos hoje, e até na minha época também acontecia isso, a educação está voltada só para um acúmulo de conhecimentos teóricos. Ou seja, estudam-se anos e anos, decora-se uma série de fatos históricos e fórmulas e o que fazemos de fato com isso? O que realmente aprendemos de verdade dos ensinamentos? O que é realmente nosso?

É sobre isso que o meu amigo filósofo Jorge Angel Livraga descreve no livrinho "Educação formativa ou educação informativa?", da coleção Pérolas de Sabedoria. É um livrinho muito agradável de ler, bem simples, que esclarece o que diversas tradições entendiam por educação, definindo, inclusive, o seu sentido etimológico.


E para entender mais sobre esse tema, a Escola de Filosofia Nova Acrópole de Taguatinga-DF vai promover uma palestra: "Educação informativa ou formativa?", baseada no livrinho. Será amanhã, dia 16/04, quinta-feira, às 20h. E o mais legal: A ENTRADA É FRANCA!!!

Vamos aproveitar mais essa oportunidade de aprender!

Um grande abraço a todos!


Palestra: Educação informativa ou formativa?
Dia 16/04/2009,
quinta-feira, às 20h. Entrada franca.
Local: Nova Acrópole Taguatinga
(QNB-02 lote 39 - Taguatinga Norte)
Mais informações:
(61) 3352.0554
www.acropole.org.br

8 de abril de 2009

Curso de Filosofia e Programação Cultural

Pessoal, olha que legal: a escola de Filosofia Nova Acrópole está com uma programação bem legal para abril.

O Curso de Filosofia à Maneira Clássica terá várias turmas novas. É a chance que vocês têm para entender mais o que é filosofia e o que meu amigos nos ensinam. Também há vários outros eventos para, cada vez mais, aprendermos e vivermos a filosofia. Confira a programação abaixo.

Um abraço a todos!

* Para ler melhor a programação, basta clicar na imagem acima.
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